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Baixando uma musiquinha, lado b

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Resolvi dar a minha opinião sobre esse assunto, que divide opiniões e muitas vezes parece evocar o espírito de Robin Wood, com todo a seu errôneo idealismo.

Assim como Robin Wood entrou para a história moderna como um defensor dos fracos e oprimidos, que roubava dos ricos (senhores feudais e em última instância o rei) para dar aos pobres, e com isso justificava o fato de assaltar, saquear e matar os “vilões”, o mesmo ocorre com os “trocadores” de músicas online, que justificam o não pagamento das músicas desejadas como um protesto contra a tirania das gravadoras.

É fato inegável que as gravadoras estão mais do que atrasadas, com seu modelo de negócios que insiste em empacotar um conjunto de músicas em um CD e nos fazer comprar 12 músicas, quando só queríamos 2 ou 3. E também concordo que muito pouco do valor de cada CD chega aos artistas.

Mas não podemos ser ingênuos em pensar que não existe um enorme custo agregado ao negócio de vender músicas, que vai desde aturar o estrelismo de certos artistas, até o custo de horas de estúdio, divulgação, publicidade, distribuição, etc.

Países como os Estados Unidos resolveram boa parte dessa equação, graças a empresas como a Apple e a Amazon, que vendem músicas separadas, online, por um preço justo (entre US$ 0,89 e US$ 0,99) e que estão mostrando aos poucos que esse é um negócio mais justo para os consumidores, e mesmo assim rentável para as gravadoras e os artistas.

Para se ter uma idéia, o iTunes Music Store, da Apple, atingiu esse mês a marca de 5 Bilhões de músicas vendidas, e é hoje a loja que mais vende música nos Estados Unidos, ganhando de empresas como Wal Mart e Best Buy, que vendem CDs em suas lojas físicas.

E isso nos trás a um outro questionamento; porque ainda existe tanta “troca” de música em um país aonde já é possível comprar as duas músicas que você quer, pagando menos de US$ 2,00? Qual é a desculpa agora? Me dá a impressão de que não há desculpas, a não ser o hábito de não pagar pelas músicas “baixadas”, com a certeza de que alguém o está fazendo, e assim garantirá a gravação, divulgação e distribuição de novas músicas.

A meu ver fica a impressão de que algo que começou como um protesto (se é que se pode chamar assim) nos tempos dos CDs, se transformou em hábito, e os “trocadores” de música hoje continuam utilizando as mesmas desculpas utilizadas na época em que não existiam opções de compra online, como o iTunes Music Store ou a Amazon.

E você, costuma trabalhar de graça para pessoas quem nem conhece?






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5 Respostas to “Baixando uma musiquinha, lado b”

  1. Alessandro Diz:

    Bom, eu tenho um ponto de vista diferente, o que seria o “Lado C” hehe

    Eu acho boa a idéia de pagar quem quiser e quanto quiser por musica baixada. Tipo, se Fulano gostar bastante da música, pode pagar mais. Daí incentiva os artistas a fazerem mais músicas boas. Tbm poderia haver um esquema da qualidade das mp3s, tipo: 320k para quem pagar bem e apenas 128k para quem não pagar. Tbm poderia haver um esquema de recompensa para quem pagar, como quem adquirir 20 mp3s receberá ingressos grátis, camisetas, etc.

    Claro que existirão pessoas que não pagarão nada, mas isso poderia acontecer se só tivéssemos CDs à venda.

    Poderia haver um ranking das músicas que mais arrecadam em determinados sites.

    Agora, nos shows, aí sim continua a mesma coisa. Nada supera a sensação de pagar e ver um show de perto. E se o artista não faturar com as mp3s vendidas, pode faturar com os shows, entrevistas, etc.

  2. Ivan Diz:

    Olá Alessandro,

    Sim, essa é uma idéia interessante, e foi testada pelo Radio Head no começo do ano, com seu novo álbum. O álbum ficou no site deles por um ou dois meses, e você poderia pagar o que quisesse por ele, inclusive nada. A experiência provou que o pessoal é menos generoso do que se pensava, mas de qualquer forma, vale a tentativa.
    Também existe um modelo sendo adotado por sites menores, que vende as músicas por valores variáveis, que começam com US$ 0,01 e vão até US$ 0,89, dependendo da popularidade da música. Quanto mais popular mais cara.
    Eu particularmente acho que o modelo da Amazon e do iTunes Plus, que não tem DRM, ou seja, não são protegidas, e custam US$ 0,89 ou US$ 0,99 por música ainda é o melhor. Mas infelizmente, as gravadoras e suas grandes redes de distribuição demoram pra aceitar esse tipo de “modernidade”.

    Abraços,
    Ivan

  3. Alex Diz:

    Viva La Revolucion!!!

    ;-)

  4. Antonio Carlos Diz:

    Nem um comentário pejorativo ao Brasil ou à sua população de bárbaros violentos, atrasados e primitivos ? Que estranho ! …

  5. Ivan Diz:

    Olá Antonio Carlos,

    Não acredito que a idéia aqui seja criticar o Brasil, já que grande parte das músicas online nos sites P2P são postadas por Norte Americanos e Europeus. A vergonha do Brasil, e isso deveria ser uma vergonha para todos nós, brasileiros, é a venda à céu aberto de CDs e DVDs piratas, que enriquecem policiais e políticos corruptos, além da indústria ilegal de cópias.

    Abraços,
    Ivan

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