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O cuidado no atendimento ao cliente

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Hoje vou relatar uma experiência boa vivida aqui. Como comentei a alguns dias sobre o atendimento do Extra, vou relatar como toda empresa deveria se comportar quando as coisas dão errado.

Já não é novidade para quem acompanha nosso blog que sou um fanático por produtos Apple e tenho iPod, iPhone, notebook, desktop, caneca, caneta, camiseta, suporte para crachá e até ações da companhia. Só não tenho um emprego lá … ainda.

No final de Outubro, dia 29 para ser mais exato, a Apple Norte Americana lançou uma nova versão do sistema operacional, o Leopard. Por aqui, a Apple Brasil primeiro disse que o teria no mesmo dia, depois notícias espalhadas pela mídia disseram que a disponibilidade seria na primeira quinzena de Novembro.

Como todo bom maníaco por algo, corri na Fnac do Shopping Morumbi no dia do lançamento “mundial” para pegar o meu … e nada.

Então, ao longo dos dias seguintes esperei, entre promessas de lojistas e prazos de internet. No final do mês, passado quase um mês do lançamento, num feriado, resolvi enviar um email para o presidente da Apple, Steve Jobs, mais como um desabafo do que esperando alguma resposta. No email, apenas algumas palavras dizendo que o Leopard ainda não havia chegado ao país, depois de quase um mês.

No mesmo dia, duas ou três horas depois, recebi um email de uma pessoa da Apple Brasil, Alex Szapiro, dizendo que o o atraso se devia ao processo alfandegário do país (e nem dá pra dizer que isso não acontece, já que nosso processo alfandegário é uma piada!) mas que o produto estaria nas prateleiras em menos de uma semana.

Agradeci, critiquei a falta de informação da Apple Brasil e esperei. Depois de uma semana, resolvi falar novamente com o Alex Szapiro, e questioná-lo sobre o prazo. Ele então se ofereceu para verificar um fornecedor que tivesse o produto.

Dois dias depois recebi um email dele, com o telefone de um representante da Apple que possuia uma caixa do sistema reservada. O representante estava na Fnac Morumbi. Pedi para a minha esposa ir até lá e finalizar a transação. Chegando lá, minha esposa se deparou com um dilema: o pessoal da Fnac não tinha nenhum Leopard em estoque. Então liguei novamente para o representante da Apple, que estava em horário de almoço, e ele prontamente foi até a loja e apareceu com um Leopard novinho.

Dias depois descobri que Alex Szapiro é o Country Manager (o cargo máximo) da Apple Brasil. Isso me deixou muito mais impressionado com o respeito ao cliente. Continuo achando que a Apple Brasil subestimou o mercado quando trouxe a primeira leva de Leopards para o país, mas não posso deixar de imaginar a grande lambança que a alfândega faz com os produtos importados, principalmente porque eles dão prioridade ao contrabando, que é muito mais lucrativo.

De qualquer forma, ficou a boa impressão de uma empresa dedicada a atender o consumidor, e principalmente a escutá-lo. Meu email, direcionado ao presidente mundial da empresa, foi devidamente lido e redirecionado para quem poderia resolver o meu problema. Deve ser por isso que a Apple tem crescido muito mais do que todas as empresas do setor nos Estados Unidos, amedrontando grandes vendedores como a Dell, a HP e até mesmo a Microsoft.






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2 Respostas to “O cuidado no atendimento ao cliente”

  1. Fernando Braga Diz:

    Olá Ivan,

    Estou considerando fortemente a compra de um MacBook no próximo mês. Sei que o processo de acentuação no MacOS é diferente da forma como fazemos no Windows e no Linux.

    Gostaria de ouvir sua opinião sobre esse problema, e se você já ouviu algum comentário da Apple sobre alguma adaptação do teclado ao ABNT2.

  2. Ivan Diz:

    Olá Fernando.

    Compre sem medo. Nunca foi tão fácil convencer um Windows user a comprar seu primeiro Mac. Primeiro, porque Macs hoje utilizam os mesmos processadores Intel; segundo, porque podem rodar nativamente Windows (o que um usuário de Mac OS X chama de involução ou “downgrade”, heheheh).
    Quanto à acentuação, existe duas formas de fazê-la no Mac. Nativamente todo Mac acentua, mesmo sem as teclas de acento no teclado. Existe uma combinação de teclas que funciona independente do tipo de teclado ou idioma do sistema (aliás, o Mac OS X vem com todos os idiomas, sendo possível que um usuário do micro esteja em Inglês e outro em Português).
    Essa combinação é feita com a tecla Option (alt) + algumas teclas normais, como “e” para acento agudo, ou c para cedilha. Assim, para fazer um “é” você pressiona junto o Option + “e”, solta e pressiona o “e” novamente. Para “í”, Option + “e” e depois “i”.
    Pode parecer complexo mas não é. Com alguns dias você já se sente em casa, com a vantagem de estar em casa em qualquer Mac no mundo.
    Existe ainda um “layout” de um grande programador brasileiro que faz com que o teclado fique exatamente como os de PCs importados, ou seja, ‘ + “e” vira “é”, ‘ + “c” vira “ç”. O programa está no site do Rainer Brockerhoff.
    Quanto à Apple trazer um teclado ABNT2 para cá, isso já aconteceu uma vez e foi um pequeno desastre. Eu não apostaria nisso por enquanto, muito menos nos notebooks. Pode ser que no futuro ela traga os micros com teclados ABNT2 novamente, como já acontece com o teclado espanhol ou o britânico, mas eu particularmente prefiro que isso não aconteça, e duvido que aconteça até que o volume de vendas por aqui justifique.
    Abraços e boa compra,
    Ivan

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