Como citei no post anterior (Orlando 2007: o dia da viagem), a Gabriela, minha filha mais nova, dormiu pouco antes do embarque. Então embarcamos no avião, um Boing 777 novo e com acabamento de bom gosto, com ela no colo da minha esposa e eu carregando uma bolsa com leite em pó, achocolatado, mamadeiras, bolachas, salgadinhos e fraldas, uma mala de mão e tentando não tirar os olhos da Isabela, minha filha mais velha, que queria sentar na classeexecutiva de qualquer jeito.
Uma dica pra quem viaja com crianças pequenas: ao invés da bolsa do bebê ou daquela necessaire desajeitada, prefira uma mochila de colocar nas costas. É muito mais fácil de acomodar sob o banco e muito mais prática para se carregar, principalmente porque uma vez nas costas as mão ficam livres para os filhos, as passagens, os passaportes, a mala de mão e tantas outras coisas.
Achamos nossos assentos. Para economizar US$ 600,00 decidimos não comprar um assento para a Gabriela, que tem menos de 2 anos. Então pagamos somente US$ 300,00 pela passagem dela, mas como o vôo estava lotado, a Gabriela teve mesmo que ir no nosso colo o tempo todo, principalmente no colo da minha esposa. Além disso, ficamos mais de 20 minutos numa fila de aviões, esperando chegar a nossa vez de decolar. Bem desagradável, mas finalmente decolamos, com a Isabela gritando de emoção com a decolagem. O mais interessante é que ela já havia experimentado essa sensação duas vezes anteriormente, mas aparentemente ela esqueceu. Por isso foi muito legal vê-la eufórica.
Durante o vôo descobrimos que com a Gabriela no colo não dava para abrir a mesinha. Então a minha esposa teve que utilizar a mesa da Isabela, que havia dormido. Além disso, dormir se tornou impossível com uma criança dormindo no colo de um, enquanto a outra dormia com a cabeça nas pernas do outro. Ou seja, foi uma deliciosa noite de cansaço. E eu nem assisti os filmes que estavam passando, porque estava muito cansado para prestar a atenção, e o som estralava muito, parecendo mais um vinil sujo (para aqueles que sabem o que isso significa, hehehe).
Faltando uma hora para aterrissarmos em Miami nos serviram o café da manhã. No final o vôo transcorreu tranquilamente. Mas aqui cabe um porém: as comissárias de vôo eram norte-americanas e falavam muito pouco de português. Então eu tinha que traduzir para a comissária o que a minha esposa queria, e traduzir o que ela dizia para a minha esposa. Isso é meio cansativo.
Por outro lado, a American Airlines fornece os formulários para entrada nos Estados Unidos (i-94) no balcão de check-in, e isso significa que você pode preenchê-los tranquilamente, sem se desesperar para fazê-lo enquanto tiram as bandejas de café da manhã e ficam te pedindo para fechar a mesinha.
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June 27th, 2008 at 8:34 am
Eu adorei as dicas,principalmente as que falam sobre a imigração e o porte de remedios.