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Furacão Wilma - Outubro de 2005

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Esse foi o pior furacão que já peguei aqui na Florida desde 1996. A parte mais forte dele (perto do centro-olho) passou bem do Norte de Fort Lauderdale (onde eu moro), pegando Pompano Beach e Deefield Beach em cheio.

Bank Atlantic e estacionamento do prédio onde eu trabalhava…

Foi a maior loucura. Os ventos eram muito forte, quebraram as árvores do meu quintal e das ruas, os postes, os semáforos. Os prédios do governo no centro de Fort Lauderdale, que eram cobertos por janelas de vidro, ficaram sem janelas, porque quase todas quebraram.

Bank Atlantic e estacionamento do prédio onde eu trabalhava…Porta do Banco - Bank Atlantic

No geral, várias cidades ficaram sem energia elétrica por mais ou menos uma semana. Tiveram que trazer caminhões e trabalhadores de outros estados que trabalhavam sem parar dia e noite para restaurar a eletricidade. É claro que começaram por áreas de maiores necessidades, próximo a hospitais, mercados, drogarias, postos de gasolina, etc… e depois foram para as zonas residenciais.

A falta de eletricidade gerou falta de gasolina. Muitos dos postos não estavam preparados, e não tinham geradores. Tinham gasolina mas não tinham como ligar as bombas. Muitos dos semáforos foram conectados a geradores portáteis, acorrentados aos postes.

O governo estadual declarou Estado de Emergência e também colocou em vigor o Toque de Recolher (Curfew, em Inglês) que se não me engano era das 8pm ou 9pm às 6am nos primeiros dias, e depois passou para 11pm às 6am.

O preço da gasolina e dos geradores dobraram de valor, ninguém queria ficar sem. Pessoas vendiam geradores nas ruas, na caçamba das pickups…

Eu tive um pouco de sorte pois meu chefe na época me emprestou seu gerador, que deu pra quebrar o galho. Na época minha filhinha estava com 7 meses e não foi nada fácil ficar sem eletricidade em casa.

Na rua onde eu moro…Na rua onde eu moro…

Na rua onde eu moro…Na rua onde eu moro…

Acho que no oitavo dia eles conseguiram consertar a eletricidade na nossa rua. Já era noite quando vimos nossas luzes acenderem, todos sairam para as ruas gritando de felicidade, mas que para nós, não durou muito. Estávamos na rua, quando olho pra dentro da minha casa e vejo as luzes se apagarem…. Saímos correndo pra o fundo da casa e vimos que o fio terra, que sai do transformador no poste e vai até nossa casa, estava rompido.

Os dias da semana seguinte foram os piores de todos, pois todos já tinham eletricidade e nós ainda esperando. Eles só começaram a concertar os problemas das casas individuais depois de terem concertado os problemas maiores, que afetavam mais de uma casa.

Quintal do fundo da minha casa…Quintal do fundo da minha casa…

Quintal do fundo da minha casa…Quintal do fundo da minha casa…

Cerca da casa do vizinho…Cerca da casa do vizinho…






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2 Respostas to “Furacão Wilma - Outubro de 2005”

  1. Alessandro Diz:

    Quando um forte furacão tá chegando, a TV mostra engarrafamentos de carros querendo sair das zonas de riscos. Por que vc e os moradores da sua rua não fizeram isso?

    Abraços

  2. Alex Diz:

    Olá Alessandro!

    Apesar de perigoso por ser relativamente perto da praia, onde eu moro não é zona de evacuação obrigatória, onde geralmente as pessoas devem sair.

    Mas o governo não força ninguém a sair, só que nessas zonas de evacuação obrigatória, o governo também dispensa a polícia, bombeiros, etc… quer dizer que, se alguém ficar, desobedecendo o toque de evacuação, vai ficar por conta própria, sem esperar ajuda de ninguém caso aconteça algo.

    Esses engarrafamentos que você vê na TV, são geralmente as pessoas saindo de Key West (um conjunto de ilhas pequenas conectadas por uma ponte). Pra sair de lá todos tem que passar pela mesma ponte, gerando um grande engarrafamento.

    Abraços!

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