Voltando no tempo, e ainda falando sobre minhas experiências, vou contar sobre o meu segundo emprego na América!
Aos que estão pegando o Bonde andando, não dá para parar e esperar vocês né? Vai lá em baixo no começo da página e começa a ler!!!
Como se lembram, meu primeiro trabalho foi de Manobrista (Valet Parking) em Miami Beach. Trabalhei lá por cerca de um ano e meio, e já não aguentava mais; eu queria mesmo era trabalhar na minha profissão de “Técnico em Processamento de Dados” e posteriormente passar para Programador.
Um dia uma certa moradora do prédio que se chamava Laura (uma senhora que deveria ter entre 40 e 50 anos), me perguntou se eu queria trabalhar para ela, pois ela tinha uma floricultura dentro de um Hotel muito conceituado, o Fountainebleau Hotel & Resort, que fica em Miami Beach mesmo. Ela queria alguém pra ajudar com as ordens por computador por ela não sabia mexer em nada, e também para ajudar nos serviços gerais de escritório.
Comecei a trabalhar pra ela algumas horas por dia, acho que era no período da manhã, e logo depois eu ia para meu outro trabalho. Depois de um mês mais ou menos ela me pediu que trabalhasse o dia todo. E foi aqui que tudo começou a mudar…
Fizemos um acordo de salário, eu comecei a trabalhar oito horas por dia na Floricultura, mas ai já comecei a atender clientes também. Apesar de não saber mexer com flores, e também não saber nada sobre elas, decobri que era um negócio e tanto. Ela vendia um vaso com uma dúzia de rosas por mais de US$ 90.00, e o pior de tudo é que alguns hóspedes nem sequer perguntavam o preço, davam o número do cartão pelo telefone e pronto!
Trabalhando o dia todo lá, acabei descobrindo que a tal dona era viciada em cocaína, sem contar hiper-ativa, barraqueira mesmo… E pelo que tudo parecia o noivo dela, um senhor de NY, que bancava ela e inclusive a loja, pertencia a algum tipo de máfia.
Depois de uns dois meses, ela começou a se sentir mais a vontade com minha presença na loja, e pedia pra eu olhar a porta e ver se vinha alguém enquanto ela ia pro canto da parede para dar um cheirada. Apesar de jovem, eu sempre tive a cabeça no lugar, e isso pra mim já estava passando dos limites, pois se pegassem ela por uso de droga, poderia me prejudicar também, pois eu não estava legal no país e trabalhava pra ela.
Depois de uns três meses e meio trabalhando pra ela, estávamos com um furacão vindo em nossa direção. Desligamos os computadores, tiramos tudo do piso, colocamos sacos de areia na porta, e fomos pra casa esperar o furacão passar. No dia do furacão, eu liguei pra ela e disse que estava em Orlando, e que não iria voltar. A dona quase teve um ataque do coração no telefone. Desligou, ligou de volta, me xingou de tudo quanto é nome, ameaçou de me entregar pra imigração, etc.. mas eu não poderia voltar a trabalhar pra ela, mesmo com as ameaças…
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August 17th, 2007 at 5:40 pm
Oi filho , que barra não é ? mas o caminho você descobriu e caiu fora , o furacão foi a salvação ele vem com quem quer destruir tudo , mas para voce ele construiu uma nova passagem legal…. estou de volta de São Luiz , e vou ficar alguns dias por aqui estou acompanhando sua historia..
BJS….
September 5th, 2007 at 9:29 pm
Ola Alex,
Parabens pra voces, esse flog esta muito interessante e informativo.
Tudo de bom e boa sorte
Val
September 6th, 2007 at 10:18 am
Olá Val!
Obrigado pelo apoio, continue lendo!
Mas isso aqui não é Flog não, é Blog mesmo, hahaha…
Sobre o Flog
Um Abraço
June 10th, 2008 at 12:02 am
Vc foi trabalhar para uma senhora rebelde. Isso sim é que aventura!
Todos temos o direito de sair do emprego, sair do contrato, terminar com o casamento, etc. Afinal, se não fosse assim, teríamos pouca liberdade.
June 10th, 2008 at 2:10 pm
É isso ai Alessandro, concordo plenamente. Liberdade! Freedom!!!