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Passando pela imigração

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Esse post é pra quem tem medo dos oficiais de imigração, a última barreira entre você e os Estados Unidos.

Muitas são as histórias sobre esses homens e mulheres e a sua fúria por barrar os estrangeiros de entrarem nos States, mas a verdade é que grande parte dessas histórias são folclore, ou casos aumentados pelo passar dos anos e de quem conta.

Minhas experiências os oficiais de fronteira sempre foram muito agradáveis. Apesar de parecer as vezes que conversam pouco e são meio amargos, eles são, na sua maioria, gentis e educados. É óbvio que determinadas brincadeiras não são muito interessantes na hora que você está esperando uma liberação para suas férias, principalmente se você não domina o inglês.

Em 2005 tive uma prova de fogo, quando fui com minha família para Fort Lauderdale tentar arrumar um emprego que me desse o H1-B, como já mencionei em outro post. Até chegarmos no guichê da imigração eu ainda tinha dúvidas se diria ao oficial que iria ficar 2 meses, que era para quando estava marcada a minha passagem de volta.
Mas assim que fomos chamados para o guichê decidi que o melhor seria não mentir. Assim, entregamos os passaportes e sentamos a minha filha mais velha na lateral do balcão.
Enquanto ele brincava de reconhecer as fotos nos passaportes que o oficial abria, ele foi solicitando as impressões digitais minhas e da minha esposa. Então veio a pergunta tão temida: “Quanto tempo vocês pretendem ficar nos Estados Unidos?”, a qual eu respondi prontamente: “2 meses”. O cara me olhou com cara de espanto e questionou minha resposta, pedindo confirmação. Nessa hora eu achei que estava tudo acabado. E a minha esposa sem entender nada.
Ele me perguntou o que eu fazia no Brasil e seu eu ficaria o tempo todo no endereço que coloquei no formulário de entrada. Expliquei à ele em que eu trabalhava e também que pretendia conhecer o sul da Flórida naquele período, mas que aquele endereço seria a minha base, já que estávamos indo para a Disney também.
Finalmente, ele fez uma brincadeira com a minha filha, que não entendeu nada, e carimbou 6 meses em nosso formulário, nos autorizando a entrar. E ainda nos desejou boas férias e boa diversão.

Então, se você pretende ir pela primeira vez para os Estados Unidos e está morrendo de medo dos oficiais de fronteira, por causa das histórias que ouve, esqueça tudo e lembre-se que eles estão ali principalmente para garantir a segurança do país, assim como a nossa polícia federal po aqui. Não tenha medo, e não seja arrogante. A educação e a gentileza sempre ajudam a abrir portas.






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3 Respostas to “Passando pela imigração”

  1. Bernardo Diz:

    Estou indo para Orlando em Dezembro e devo ir com o dinheiro todo contado pra comprar um notebook.
    Compensa comprar e declarar? Eles descontam os 500 reais de cota? Dá pra tentar passar sem declarar? É mt dificil te pegarem?

    att.

    Bernardo Ruas

  2. Ivan Diz:

    Olá Bernardo.

    Essa é uma questão bem pessoal, porque tem seus prós e contras. Por ética eu lhe diria que pagar os impostos é sempre a melhor saída. O processo é rápido e descomplicado. Eles descontarão os US$ 500 da cota, e GERALMENTE não se preocupam em verificar sua mala em busca de outros eletrônicos, a não ser que apareça algo muito chamativo pelo raio-x.
    O imposto é de 50% do valor que sobra, após o desconto da cota. Então, se você pagou US$$ 1.000,00 do notebook, eles irão descontar os US$ 500,00 e lhe cobrarão R$ 250,00 de impostos (US$ 500,00 * 50%).

    Já se decidir não pagar, e arriscar passar sem declarar, procure chegar com apenas uma mala, e guarde o notebook dentro dela. Mas aí sorte. Se você não for pego, beleza. Se for, eles também descontarão o valor da cota, mas você pagará 100% do que sobrar, que no nosso exemplo daria US$ 500,00.

    Uma última dica: verifique se a empresa que faz seu notebook não tem garantia mundial. Caso tenha, você provavelmente precisará do comprovante de pagamento dos impostos caso queria usá-la. A Apple, por exemplo, tem garantia mundial para os seus equipamentos. Se você pagar os impostos pode levar um equipamento na assistência técnica daqui e ele será arrumado sem custos, dentro da garantia.

    Para outras informações, de uma olhada aqui.

    Abraços,

    Ivan

  3. Heli Diz:

    Olha, tudo o que está sendo falado aqui está um pouco exagerado. Eu morei ileigal nos Estados Unidos. Sempre tive meu Social Security e minha driver´s license. Nunca sofri nenhuma discriminação, nuca tive problemas com a mesma, essa de achar que o agente sorriu pra você e te autorizou entrar achando que voce é certinho tambem não cola. O agente que trabalha na liberação da entrada, ele olha pra tua cara e derrepente ele nega a sua entrada. Voce pode falar o que quizer, mas ele é como se fosse um juiz. Ele se sente no direito de de barrar. Passei por uma situação igual, mas tive o azar de ser entrevistado por um portoriquenho. Ele simplesmente olhou pra mim e viu que eu era brasileiro. Me mandou de volta pra casa, só que ele se ferrou, pois o outr americano me perguntou, porque que eu estava sendo barrado. Dai eu disse que fui discriminado por um portoriquenho. Ele pegou o meu passaporte e foi em direção ao portoriquenho e discutiu com respeito e me pediu desculpas e ne autorizou a entrar. Um dos piores discriminadores de lão são os nossos próprios conterrânos. Eles é quem são descriminadores. Estou de volta no Brazil por causa de processos de imigração criadas pelo Bush. Mas retornarei pra lá. Não tenho o que reclamar de lá. Com crise ou sem crise lá ainda continua um dos melhores lugares pra se viver. Brasil não chega nem aos pés

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